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O que os americanos decidiram nas consultas populares feitas durante as eleições

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Além de elegerem representantes da Câmara, do Senado, governadores de 36 estados e de cargos legislativos estaduais, os americanos puderam opinar sobre diversos temas que impactam suas vidas nas eleições de meio de mandato.

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Confira alguns destaques do que os americanos decidiram nas urnas nesta terça-feira (6):

Voto de ex-presidiários na Flórida 

Os habitantes da Flórida aprovaram uma emenda constitucional que devolve o direito ao voto a ex-presidiários que já cumpriram suas sentenças, com exceção dos condenados por assassinato ou crimes sexuais. A Flórida era um dos quatro estados americanos em que ex-presidiários eram proibidos de votar, a não ser que conseguissem uma aprovação do governador. A medida vai afetar 1,5 milhão de pessoas que em algum momento cumpriram pena em uma prisão, incluindo os que estão em liberdade condicional, segundo o site Axios

Aborto 

Grupos pró-vida tiveram grandes vitórias no Alabama e na Virgínia Ocidental, onde eleitores aprovaram iniciativas que limitam o acesso ao aborto e podem provocar questionamentos legais à aplicação da decisão Roe vs Wade. 

Em ambos, houve mudança na constituição estadual para indicar que eles não protegem o aborto ou requerem recursos para financiar a prática. 

A segunda emenda da Constituição de Alabama também dirá que apoia os direitos de bebês que não nasceram, conferindo a eles proteções constitucionais. Na Virgínia Ocidental, a primeira emenda vai impedir que dinheiro de contribuintes seja usado para financiar abortos das mulheres que usam o programa de saúde Medicaid. 

Mas os ativistas pró-aborto tiveram uma vitória nas midterms. No Oregon, os eleitores rejeitaram proposta que proibiria programas de saúde que recebem dinheiro público de cobrir aborto. O estado é um dos 17 que permitem que recursos do estado paguem pelo aborto. Apesar de rejeitada, foi a primeira iniciativa relacionada ao aborto colocada em votação no estado desde 2006. 

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Programa de saúde 

Em quatro estados, eleitores votaram a favor de uma ampliação do Medicaid, o programa de saúde social dos Estados Unidos para pessoas de baixa renda. 

Moradores de Idaho, Nebraska e Utah aprovaram medidas para incluir nos programas do Medicaid adultos com renda de até 138% do valor federal estipulado como linha da pobreza. Essa é a maior ampliação da rede de segurança, contra a qual os legislativos desses estados relutaram por anos. 

No Maine, a democrata Janet Mills foi eleita governadora, abrindo caminho para a ampliação do Medicaid, aprovada pelos eleitores em referendo no ano passado. O governador que deixa o cargo era um ardente opositor da expansão, e havia bloqueado a medida. 

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De maneira geral, os democratas apoiam a ampliação do Medicaid enquanto republicanos a rejeitam. Mas a oposição republicana diminuiu com o tempo, especialmente quando as pesquisas começaram a mostrar que a expansão é popular entre os eleitores. 

Os defensores da ampliação do Medicaid divulgaram histórias de pessoas que se beneficiariam do acesso a serviços de saúde – e sugeriram que essa medida economizaria dinheiro dos estados. Em Utah, a campanha enfatizava que os contribuintes estavam mandando dinheiro para Washington e outros estados estavam tendo os benefícios. 

Centenas de milhares de cidadãos em situação de vulnerabilidade passarão a ter cobertura médica como resultado dessas eleições. 

Salário mínimo 

Em dois outros estados governados por republicanos, eleitores apoiaram medidas para aumentar o salário mínimo, um teste da popularidade da proposta entre eleitores do Partido Republicano, cujos líderes tradicionalmente se opõem aos aumentos, que consideram ruim para os negócios. 

O Arkansas votou para aumentar o salário mínimo dos atuais US$ 8,50 para US$ 11 em janeiro de 2021 – uma rápida escalada em um dos estados mais pobres da nação, o que vai resultar em um quarto dos trabalhadores do estado ganhando um aumento. 

Essas vitórias provavelmente incentivarão progressistas a tentar colocar aumento de salário mínimo nas eleições de 2020 em outros estados conservadores do Sul e do Meio-Oeste. 

Condenação 

Uma lei que permitia que júris de Louisiana condenassem alguém por um crime sem um veredito unânime terminará, graças a uma nova emenda aprovada na terça-feira. 

A emenda exige vereditos unânimes para condenações criminais de todos os crimes que aconteceram depois de 2018. Antes disso, apenas Lousiana e Oregon permitiam que os júris mandassem pessoas para a prisão sem um veredito unânime. 

Energias alternativas 

No Arizona, um dos estados mais ensolarados do país, os eleitores rejeitaram uma medida que promoveria a geração de eletricidade a partir de fontes renováveis, especialmente a solar. Os residentes do Colorado, que é rico em gás e petróleo, recusaram a proposta de estabelecer maiores exigências para a perfuração de terras não federais, para exploração de petróleo. 

Em Washington, estado predominantemente democrata, os resultados parciais mostravam que uma medida relacionada ao clima não seria aprovada: uma iniciativa estadual para impor uma taxa – inédita no país – para emissões de dióxido de carbono, o gás mais prevalente entre os que causam aquecimento global. 

Em cada um desses estados, oponentes na indústria da energia investiram milhões de dólares para se opor às medidas, argumentando que elas aumentariam as contas de luz, custariam empregos e fariam mal à economia.

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Imposto da tecnologia

Eleitores da Califórnia aprovaram uma proposta controversa que deve trazer entre US$ 250 milhões e US$ 300 milhões por ano de impostos das cerca de 400 maiores empresas de San Francisco, que serão destinados a resolver o sério problema de falta de habitação da cidade, segundo a BBC.

A medida tem sido vista como o imposto das gigantes de tecnologia, que dominam a região.

Galinheiros

Os californianos tiveram que votar em uma grande quantidade de propostas, incluindo auxílio moradia para veteranos de guerra, idosos e pessoas com problemas de saúde mental e renovação para hospitais infantis.

De acordo com a BBC, os eleitores concordaram com o banimento da venda de carne e ovos de qualquer animal (incluindo galinhas) que não sejam criados em espaços de tamanho adequado.

Álcool pela manhã

Um referendo em várias comunidades do estado da Georgia para permitir que bebidas alcoólicas sejam vendidas pela manhã teve imensa aprovação. A capital Atlanta e outros 87 condados e cidades concordaram que a venda de bebidas alcoólicas pode começar às 11 da manhã no domingo, em vez de 12:30, como é atualmente. 

Maconha

Eleitores de quatro estados puderam decidir sobre a legalização da maconha – para uso recreacional em Michigan e Dakota do Norte, e para uso medicinal em Utah e Missouri.

Nos Estados Unidos, 31 estados agora permitem a comercialização da cannabis para uso medicinal, e nove aprovaram o uso recreacional da planta.

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